Banner Local 01 728 x 90

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo √© celebrado nesta terça

Segundo OMS, uma em 100 crianças tem Transtorno do Espectro Autista

Por Jorge Matos em 02/04/2024 às 09:55:42
Foto: Unicef / ONU

Foto: Unicef / ONU

O autismo afeta uma em cada 100 crianças em todo o mundo, informa a Organização Mundial de Saúde (OMS) no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado nesta terça-feira (2). A data foi criada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e reduzir o preconceito que cerca as pessoas afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, podendo envolver outras questões como comportamentos repetitivos, interesses restritos, problemas em lidar com estímulos sensoriais excessivos (som alto, cheiro forte, multidões), dificuldade de aprendizagem e adoção de rotinas muito específicas.

"O autismo hoje é compreendido como espectro de manifestação fenotípica bastante heterog√™nea, ou seja, existem v√°rias manifestações diferentes do autismo. E essas manifestações ocorrem também com sinais mais ou menos evidentes em algumas pessoas", afirma o neuropsicólogo Mayck Hartwig.

O TEA pode se manifestar em tr√™s níveis, que são definidos pelo grau de suporte que a pessoa necessita: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado).

Coautora do livro Mentes Únicas e especialista em Distúrbios do Desenvolvimento, Luciana Brites afirma que o 2 de abril é importante para informar a população sobre o autismo.

"É um transtorno que tem impacto muito grande porque afeta principalmente a cognição social, os pilares da linguagem. Esse espectro tem diversas nuances que compõem o quadro. E é um quadro heterog√™neo. De um lado voc√™ tem autistas com altas habilidades e outros com defici√™ncia intelectual. Alguns com hiperatividade e outros mais calmos", afirma Luciana.

Segundo ela, é importante ter um diagnóstico precoce, j√° que os primeiros sinais do TEA podem aparecer no segundo ano de vida.

""Quando conseguimos fazer a detecção antes dos tr√™s anos, a gente consegue, muitas vezes, mudar a realidade dessa criança, desse adolescente, desse adulto. As políticas públicas de educação e saúde precisam ser muito bem sustentadas para que se possa consiga avançar no desenvolvimento dessas crianças, que vão virar adolescentes e adultos".

No Brasil, existe uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como Lei Berenice Piana, criada em 2012, que garante aos autistas o diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além do acesso à educação, proteção social e trabalho.

Além disso, a política nacional considera o autista pessoa com defici√™ncia para todos os efeitos legais. Em 2020, outra legislação, a Lei Romeo Mion, cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que pode ser emitida gratuitamente por estados e municípios.

A Ciptea é uma resposta à impossibilidade de identificar o autismo visualmente, facilitando a ele o acesso a atendimentos priorit√°rios e a serviços a que tem direito, como estacionar em uma vaga para pessoas com defici√™ncia.

A pessoa com TEA tem direito a receber um sal√°rio mínimo (R$ 1.412) por m√™s, por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja incapaz de se manter sozinha e a renda per capita da família for inferior a um quarto do sal√°rio mínimo, ou seja, R$ 353.


Fonte: Agencia Brasil

Comunicar erro
Banner Local 02 728 x 90

Coment√°rios

Banner Local 03 728 x 90