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EMPREGO

Bahia registra mais de 94 mil contratações em agosto e cria 11,6 mil novos empregos formais

Estado liderou o Nordeste em número de admissões; Serviços foi o setor que mais contratou e também apresentou o maior saldo de novas vagas

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 30 de setembro de 2026 às 12:38 • Salvador - BA
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Bahia registrou 94,2 mil admissões com carteira assinada em agosto e encerrou o mês com saldo positivo de 11.647 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged.
Bahia registrou 94,2 mil admissões com carteira assinada em agosto e encerrou o mês com saldo positivo de 11.647 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged. — Imagem ilustrativa / Gerada por IA – Hoje Bahia.

O mercado de trabalho formal da Bahia ganhou força em agosto. O estado registrou 94.195 admissões com carteira assinada e 82.548 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 11.647 novos postos formais de trabalho.

Os números são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (29).

É importante diferenciar os indicadores: as mais de 94 mil contratações representam o número bruto de pessoas admitidas durante agosto. A geração efetiva de empregos corresponde à diferença entre admissões e desligamentos — portanto, 11.647 novas vagas líquidas na Bahia.

Serviços concentra quase 44% das contratações

O setor de Serviços liderou com ampla vantagem as admissões no estado, respondendo por 41.296 contratações, aproximadamente 44% de todas as admissões realizadas na Bahia em agosto.

Na sequência aparecem Comércio, Construção, Indústria e Agropecuária.

Admissões na Bahia em agosto:

  • Serviços: 41.296
  • Comércio: 19.732
  • Construção: 14.071
  • Indústria: 12.011
  • Agropecuária: 7.085

Somados, os cinco grandes grupos chegaram às 94.195 admissões registradas no estado.

Serviços também lidera geração líquida de empregos

O grande volume de admissões precisa ser observado juntamente com os desligamentos. Serviços, por exemplo, contratou 41.296 trabalhadores, mas também registrou 35.163 desligamentos.

Mesmo assim, apresentou o melhor resultado líquido entre os setores baianos, com 6.133 novos empregos.

A Indústria apresentou saldo positivo de 2.109 postos, enquanto a Construção acrescentou 1.707 vagas e o Comércio outras 757. A Agropecuária fechou agosto com aproximadamente 941 postos líquidos.

Dessa forma, os cinco setores terminaram o mês no campo positivo.

Bahia tem segundo maior saldo do Nordeste

O desempenho baiano ocorreu em um mês especialmente positivo para o mercado de trabalho nordestino. A região criou 59.356 empregos formais em agosto, o maior saldo mensal do Nordeste em 2026.

A Bahia respondeu sozinha por aproximadamente 19,6% das novas vagas nordestinas no período.

Pernambuco apresentou o maior saldo da região, com 13.428 novos postos, seguido pela Bahia, com 11.647, e pelo Ceará, com 9.295.

Na sequência ficaram Paraíba (+8.852), Rio Grande do Norte (+4.890), Alagoas (+3.791), Maranhão (+3.188), Sergipe (+2.382) e Piauí (+1.883). Todos os nove estados nordestinos tiveram saldo positivo.

Homens foram maioria entre os contratados

Das 94.195 admissões realizadas na Bahia, 58.755 foram de homens e 35.440 de mulheres. Os homens, portanto, representaram pouco mais de 62% das contratações.

Nos desligamentos, também houve predominância masculina: foram 52.014 homens e 30.534 mulheres.

Salário médio de admissão recua

Apesar do avanço das contratações, a remuneração média de entrada apresentou redução.

O salário médio de admissão informado para a Bahia ficou em R$ 2.112,42 em agosto, abaixo dos R$ 2.143,43 registrados no mês anterior.

No Brasil, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74 em agosto, praticamente estável em relação a julho e acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Brasil cria 165,8 mil vagas

Em todo o país, agosto terminou com 165.827 novos empregos formais, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos.

O estoque nacional chegou a 48,24 milhões de vínculos formais.

De janeiro a agosto, o Brasil acumula saldo positivo de 1.134.033 empregos. Serviços lidera a geração no acumulado do ano, com 697.859 postos, seguido por Construção (+200.431), Indústria (+170.442), Agropecuária (+56.024) e Comércio (+9.300).

Mercado baiano acelera em relação a julho

O resultado de agosto também mostra uma aceleração importante do emprego formal na Bahia.

No mês anterior, julho, o estado havia criado apenas 4.664 postos líquidos. Em agosto, o saldo avançou para 11.647, mais que o dobro do resultado anterior.

Além do crescimento das admissões, houve redução dos desligamentos, combinação que ajudou a ampliar o saldo positivo.

Os números reforçam o peso dos Serviços na economia baiana, mas também mostram geração de vagas distribuída pelos cinco grandes setores acompanhados pelo Novo Caged.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo Caged, competência agosto de 2026.

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