A iniciativa "Parceiros pelo Multilateralismo" (P4M) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente queniano, William Ruto, foi anunciada em um artigo na mídia britânica.
Segundo o documento, a proposta é criar uma estrutura flexível para formar coalizões e apoiar reformas que tornem instituições internacionais mais representativas, visando conter a polarização global.
"O direito internacional está sob pressão. A linguagem das esferas de influência e da política de poder está de volta. As relações econômicas são cada vez mais utilizadas como instrumentos de pressão e coerção, enquanto a desigualdade aumenta, tanto dentro dos países quanto entre eles", destaca o documento.
De acordo com a redação, a aliança quer respostas conjuntas para inteligência artificial (IA), clima, pandemias e choques financeiros, afirmando que nenhum país enfrenta esses desafios sozinho.
Principais Pontos do Manifesto
O Paradoxo Global: A humanidade está mais interconectada e dependente digital/economicamente do que nunca (comércio global recorde e bilhões de pessoas na internet), mas o sistema político internacional encontra-se fragmentado e polarizado.
Diagnóstico de Crise: O texto aponta que o direito internacional está sob forte pressão, com o retorno da política de poder, uso de relações econômicas como coerção e aumento das desigualdades. Cita ainda dezenas de conflitos armados ativos e gastos militares globais recordes.
A Escolha Real: Os líderes destacam que o dilema atual não é entre manter ou abandonar a ordem pós-1945, mas sim entre renovar a cooperação multilateral ou permitir que a divisão defina a nova era.
Metas e Formato: O P4M não visa criar uma nova burocracia ou bloco exclusivo, mas sim formar coalizões flexíveis e abertas para apoiar reformas práticas na ONU e gerenciar crises comuns (como mudanças climáticas, avanço da inteligência artificial, pandemias e instabilidade financeira).
Princípios da Carta da ONU: A aliança reforça o respeito à igualdade soberana, integridade territorial, solução pacífica de controvérsias e proibição do uso da força.
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