O Governo Federal sancionou na quarta-feira (16/9) a Lei nº 15.506/2026, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce). Publicado na mesma data, o Decreto nº 13.118/2026 definiu a estrutura e o funcionamento do conselho.
A nova legislação estabelece que a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos seja conduzida em conformidade com as políticas, as estratégias, os programas e os planos nacionais vigentes, como a Transformação Ecológica, coordenada pelo Ministério da Fazenda.
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos será responsável por coordenar, planejar e acompanhar a implementação da nova política. Entre suas atribuições estão elaborar o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, definir e atualizar a relação de minerais enquadrados nessas categorias, analisar e priorizar projetos e estabelecer diretrizes para incentivos, pesquisa e inovação.
Vinculado à Presidência da República e presidido pela Casa Civil, o conselho terá participação de diferentes áreas do Governo Federal, além de representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior. O Ministério da Fazenda integrará tanto o plenário quanto o Comitê Executivo do CIMCE, responsável por decisões sobre projetos e pelo acesso aos instrumentos da política.
Conheça a nova lei.
Produção e beneficiamento nacional
O adensamento da cadeia produtiva é uma das diretrizes centrais da política. A iniciativa busca reduzir a dependência de um modelo concentrado na exportação de matérias-primas e ampliar, no Brasil, as etapas de pesquisa mineral, beneficiamento, transformação e industrialização. Projetos considerados prioritários deverão contribuir para a agregação de valor e a inovação industrial no país, além de estimular a contratação de mão de obra, serviços e fornecedores locais.
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Esses minerais são insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, sistemas de armazenamento de energia, aerogeradores e veículos elétricos. Também estão presentes em semicondutores, smartphones, equipamentos de armazenamento de dados e outros produtos de alta tecnologia, além de aplicações aeroespaciais, satélites, radares, sistemas de orientação e equipamentos de defesa. O domínio das etapas de processamento e transformação, portanto, tem impacto sobre a segurança energética, a autonomia tecnológica e a soberania nacional.





