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ELEIÇÕES 2026

Consolidação de pesquisas aponta Flávio perto de 51% e Lula de 49%, com disputa ainda aberta

Análise do Hoje Bahia reúne as últimas rodadas localizadas de 14 institutos, dá mais peso às entrevistas recentes e identifica aproximação do presidente em diferentes séries

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 18 de outubro de 2026 às 15:04 • Salvador - BA
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Consolidação exploratória do Hoje Bahia reúne pesquisas do segundo turno e aponta vantagem numérica estreita de Flávio Bolsonaro sobre Lula, com sinais de aproximação do presidente em diferentes séries.
Consolidação exploratória do Hoje Bahia reúne pesquisas do segundo turno e aponta vantagem numérica estreita de Flávio Bolsonaro sobre Lula, com sinais de aproximação do presidente em diferentes séries. — Montagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / Hoje Bahia.

Uma consolidação exploratória realizada pelo Hoje Bahia com pesquisas nacionais sobre o segundo turno presidencial aponta Flávio Bolsonaro (PL) com aproximadamente 50,9% dos votos válidos estimados, diante de 49,1% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado indica vantagem numérica estreita do senador, enquanto a evolução de diferentes institutos mostra redução da distância entre os candidatos.

O levantamento considera os resultados disponíveis na consulta realizada neste domingo (18), antes do debate presidencial da Band. Foram utilizadas as rodadas mais recentes localizadas de 14 institutos, com maior peso para entrevistas feitas mais perto da data da análise.

O cálculo é uma síntese das pesquisas consultadas, não uma nova pesquisa eleitoral nem uma previsão do resultado das urnas. Não possui margem de erro própria ou probabilidade de vitória calculada.

O que mostram os levantamentos

Os resultados foram colocados na mesma base de comparação: votos válidos, excluindo respostas que não indicam um dos dois candidatos. Quando o instituto divulgou esse recorte, foi utilizado o percentual apresentado. Na Palver e na Quaest, houve normalização dos números totais publicados.

Instituto Período de entrevistas Flávio Bolsonaro Lula
Vox Brasil 15 a 17 de outubro 49,0% 51,0%
Veritá 12 a 16 de outubro 51,1% 48,9%
Ipespe/Abrapel 13 a 15 de outubro 51,2% 48,8%
Gerp 14 a 16 de outubro 52,0% 48,0%
Futura 13 a 15 de outubro 50,8% 49,2%
PoderData/Aya 13 a 15 de outubro 50,0% 50,0%
CNT/MDA 13 a 15 de outubro 50,5% 49,5%
Datafolha 13 e 14 de outubro 51,0% 49,0%
Indexa/Broadcast 13 e 14 de outubro 51,0% 49,0%
Palver* 10 a 13 de outubro 50,5% 49,5%
Quaest* 10 a 13 de outubro 51,1% 48,9%
BTG/Nexus 10 a 12 de outubro 52,0% 48,0%
DataTrends 7 a 9 de outubro 53,1% 46,9%
AtlasIntel/Bloomberg 3 a 8 de outubro 52,8% 47,2%

Na Palver e na Quaest, os percentuais foram calculados dividindo a intenção de voto de cada candidato pela soma dos dois. Os resultados estão sujeitos aos arredondamentos dos números originais.

Na rodada mais recente da Vox Brasil, Lula aparece numericamente à frente. No PoderData, há igualdade. Nos demais levantamentos da base, Flávio apresenta vantagem numérica. A quantidade de pesquisas favoráveis a cada candidato, entretanto, não substitui a análise das diferenças, dos métodos e das datas das entrevistas.

Como foi feita a consolidação

A metodologia adotada utiliza apenas uma rodada por instituto. Com isso, empresas que divulgam pesquisas com maior frequência não recebem peso adicional simplesmente pela quantidade de publicações.

Cada instituto parte do mesmo peso inicial. Em seguida, aplica-se um desconto por antiguidade, considerando o ponto médio do período de entrevistas: o peso cai pela metade a cada cinco dias.

A regra privilegia a atualidade do retrato eleitoral. Assim, uma pesquisa divulgada recentemente, mas com entrevistas mais antigas, não é tratada como se tivesse medido a preferência do eleitorado no dia da publicação.

Não foram aplicadas notas de qualidade, correções partidárias ou ajustes pelo desempenho isolado no primeiro turno. O tamanho da amostra também não foi usado para determinar diretamente o peso de cada levantamento.

Trata-se de uma opção metodológica transparente, sem calibração histórica para prever o resultado eleitoral. Pesquisas apenas registradas, sem resultados publicados encontrados na consulta, não entraram no cálculo.

Outras formas de calcular mantêm vantagem estreita

Para verificar a dependência do resultado em relação à regra escolhida, o Hoje Bahia refez a consolidação com diferentes critérios.

Critério Flávio Bolsonaro Lula
Ponderação principal por atualidade 50,9% 49,1%
Desconto mais rápido das pesquisas antigas 50,8% 49,2%
Desconto mais lento das pesquisas antigas 51,0% 49,0%
Apenas campos encerrados de 13 de outubro em diante 50,7% 49,3%
Média simples das últimas rodadas dos 14 institutos 51,2% 48,8%

Cálculos próprios do Hoje Bahia sobre a base apresentada.

As alternativas preservam a mesma leitura geral: Flávio permanece numericamente à frente, por diferença pequena.

Esses testes mostram como a escolha dos pesos altera o cálculo. Não constituem um intervalo de confiança nem delimitam onde necessariamente está a preferência real dos eleitores.

Séries mostram aproximação de Lula

Além do retrato agregado, a evolução dentro de um mesmo instituto ajuda a observar mudanças sem confundir diferenças entre empresas com movimentos do eleitorado.

No PoderData, Flávio passou de 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula na rodada divulgada em 8 de outubro, para igualdade em 50% no levantamento de 16 de outubro. No Datafolha, a diferença caiu de quatro para dois pontos: de 52% a 48% para 51% a 49%.

No Ipespe, a distância recuou de 5,4 para 2,4 pontos, com o resultado passando de 52,7% a 47,3% para 51,2% a 48,8%. Na Gerp, a diferença diminuiu de dez para quatro pontos, de 55% a 45% para 52% a 48%.

As mudanças correspondem aos valores centrais publicados e não significam que cada oscilação, isoladamente, seja estatisticamente significativa. O estreitamento observado em diferentes séries, porém, merece acompanhamento nas próximas rodadas.

A interpretação do conjunto é de vantagem numérica estreita de Flávio e sinais de recuperação de Lula em parte dos levantamentos. Não há base para afirmar que o presidente já tenha ultrapassado o adversário na consolidação.

Por que a média não define o vencedor

Reunir pesquisas reduz a dependência de um levantamento isolado, mas não elimina erros compartilhados entre institutos. Diferenças de cobertura, participação eleitoral, recrutamento e ponderação podem afetar várias pesquisas ao mesmo tempo.

Outro limite está no cálculo de votos válidos: a exclusão dos indecisos não assegura que eles votarão na mesma proporção dos eleitores que já escolheram um candidato.

Também é necessário separar intenção de voto de comparecimento. As pesquisas oferecem estimativas sobre respostas dadas durante as entrevistas; a eleição depende dos votos efetivamente registrados.

Por essas razões, o Hoje Bahia apresenta o resultado como “cerca de 51% a 49%”, evitando atribuir aos décimos uma precisão que o conjunto não permite sustentar sobre o voto real.

Debate ainda não está refletido na base

Todos os períodos de entrevistas utilizados terminaram antes do debate deste domingo. Portanto, a consolidação não mede possíveis efeitos do confronto entre os candidatos nem de acontecimentos posteriores ao encerramento dos campos.

A leitura disponível é de uma eleição competitiva: Flávio conserva pequena vantagem numérica no agregado, enquanto Lula encurta a distância em diferentes séries. Novas pesquisas serão necessárias para verificar se esse movimento continua, se estabiliza ou se reverte.

Nota metodológica: consolidação exploratória do Hoje Bahia, com resultados localizados até a consulta de 18 de outubro de 2026, antes do debate presidencial. Não se trata de nova pesquisa de campo, projeção de votação ou estimativa de probabilidade de vitória.

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