Uma das histórias mais marcantes do futebol mundial pode estar entrando em seu capítulo final. Cristiano Ronaldo deixou nesta quarta-feira (30) a concentração da seleção de Portugal, em Copenhague, na Dinamarca, após dias de tensão envolvendo o técnico Jorge Jesus.
A saída foi confirmada oficialmente pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Cristiano também se pronunciou nas redes sociais e afirmou que decidiu deixar a concentração depois da entrevista coletiva concedida por Jorge Jesus e de uma conversa com Pedro Proença, presidente da Federação.
O camisa 7 deixou ainda uma frase que aumentou o mistério sobre os bastidores da crise:
“A seu tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional.”
Na mesma manifestação, Ronaldo desejou boa sorte a Portugal e aos companheiros de seleção.
A crise começou no banco
O desgaste ganhou força no último domingo (27), quando Portugal derrotou a Noruega por 2 a 1 pela Liga das Nações.
Cristiano Ronaldo permaneceu no banco durante os 90 minutos. Jorge Jesus posteriormente explicou que havia conversado com o atacante sobre a possibilidade de utilizá-lo por aproximadamente 30 minutos, caso considerasse necessário.
Ronaldo chegou a realizar aquecimento, mas não entrou.
O treinador reconheceu depois que o capitão ficou irritado com a situação. Segundo Jesus, Ronaldo ficou especialmente incomodado após permanecer aquecendo por um período prolongado sem ser chamado para a partida.
Nos dias seguintes, Cristiano não participou normalmente das atividades no gramado. A Federação informou inicialmente que o jogador havia realizado trabalho no ginásio.
“Nenhum jogador vai mudar as minhas ideias”
Nesta quarta-feira, Jorge Jesus tentou afastar publicamente a ideia de uma ruptura, mas adotou um discurso firme sobre sua autoridade.
O treinador afirmou que o estatuto de Cristiano Ronaldo dentro do futebol não alteraria as regras aplicadas ao grupo e deixou claro que as decisões sobre escalação seriam exclusivamente da comissão técnica.
Jesus também confirmou Gonçalo Ramos como titular contra a Dinamarca.
Cristiano chegou ao Estádio Parken, em Copenhague, onde Portugal realizaria o treinamento, mas deixou o local antes da atividade no gramado. Pouco depois veio o comunicado do jogador confirmando sua saída da concentração.
Presidente da Federação entrou em cena
A dimensão da crise levou Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, a participar diretamente das conversas.
Foi justamente após falar com o dirigente que Cristiano tomou a decisão de deixar a delegação.
A Federação confirmou posteriormente que o atacante havia deixado o estágio e informou que a preparação continuaria normalmente com os outros 24 jogadores.





