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EMPREGO

Desemprego cai a 5,2% e Brasil registra menor taxa para o terceiro trimestre desde 2012, aponta IBGE

País alcança 103,6 milhões de pessoas ocupadas, mas informalidade ainda atinge quase 39 milhões de trabalhadores.

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 31 de outubro de 2026 às 08:56 • Salvador - BA
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Mercado de trabalho brasileiro registra a menor taxa de desemprego para um terceiro trimestre desde 2012, chegando a 5,2%. Apesar do avanço da ocupação, a informalidade ainda representa um desafio para milhões de trabalhadores.
Mercado de trabalho brasileiro registra a menor taxa de desemprego para um terceiro trimestre desde 2012, chegando a 5,2%. Apesar do avanço da ocupação, a informalidade ainda representa um desafio para milhões de trabalhadores. — Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / Hoje Bahia.

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (30).

O resultado é o menor registrado para um terceiro trimestre desde o início da série histórica comparável da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

A taxa havia sido de 5,4% no segundo trimestre de 2026 e de 5,6% no mesmo período de 2025.

Os números mostram uma recuperação consistente da ocupação, mas também evidenciam desafios relacionados à informalidade e à qualidade dos postos de trabalho.

Quantos brasileiros estão empregados?

Segundo a pesquisa, a população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica.

O número representa um crescimento de aproximadamente 581 mil ocupados em relação ao trimestre anterior e de 1,2 milhão na comparação anual.

Ao mesmo tempo, a população desocupada caiu para cerca de 5,6 milhões de pessoas.

A redução representa 234 mil desempregados a menos em comparação ao trimestre de abril a junho.

Informalidade ainda é um desafio

Apesar dos indicadores positivos, a informalidade permanece elevada.

O levantamento apontou que 37,5% da população ocupada trabalha em condições classificadas como informais, o equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de brasileiros.

Esse grupo pode incluir trabalhadores por conta própria sem CNPJ, empregados sem carteira assinada e outras categorias enquadradas na definição estatística de informalidade.

A situação evidencia que a geração de ocupações não significa necessariamente ampliação proporcional dos empregos formais e da proteção previdenciária.

Quanto ganha o trabalhador brasileiro?

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.790 mensais.

O valor ficou estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos do trabalho, alcançou R$ 387,5 bilhões.

O avanço dessa massa de rendimentos pode favorecer o consumo de famílias, o comércio e a atividade econômica.

Como o IBGE calcula o desemprego?

A taxa de desocupação considera pessoas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para trabalhar e procuraram efetivamente uma ocupação no período de referência, conforme os critérios da pesquisa.

Por isso, ela não representa todas as pessoas sem emprego ou fora do mercado de trabalho.

Também é importante lembrar que a população ocupada inclui diferentes formas de trabalho, e não somente empregos com carteira assinada.

E na Bahia?

Os resultados divulgados são referentes ao Brasil como um todo. Eles não permitem concluir que Salvador ou a Bahia apresentam exatamente a mesma taxa nacional.

A situação regional deve ser analisada com os dados próprios do IBGE, que podem revelar diferenças de renda, formalização e desemprego.

O desafio de transformar ocupação em qualidade

A queda do desemprego representa um resultado positivo para a economia brasileira.

Entretanto, especialistas e formuladores de políticas públicas precisam observar também a estabilidade dos vínculos de trabalho, a renda, o acesso à Previdência Social e as condições oferecidas aos trabalhadores.

O país tem mais pessoas ocupadas e menos desempregados, mas o desafio continua sendo ampliar oportunidades com renda adequada e proteção social.

Fonte: IBGE — PNAD Contínua, trimestre julho a setembro de 2026.

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