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ELEIÇÕES 2026

Do Bolsa Família às cotas raciais: o que Flávio Bolsonaro disse, como votou e quais posições mudou sobre direitos sociais

Levantamento reúne declarações, votos e propostas do candidato à Presidência sobre programas sociais, direitos trabalhistas, proteção às mulheres, população negra, comunidade LGBTQIA+ e povos indígenas; documentos também revelam mudanças de discurso ao longo de sua trajetória política.

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 25 de outubro de 2026 às 10:46 • Salvador - BA
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Montagem ilustrativa reúne Flávio Bolsonaro e símbolos de programas sociais, direitos trabalhistas, direitos das mulheres, igualdade racial, diversidade e povos indígenas, temas abordados em levantamento do Hoje Bahia sobre declarações, votações e mudanças de posicionamento do senador ao longo de sua trajetória política.
Montagem ilustrativa reúne Flávio Bolsonaro e símbolos de programas sociais, direitos trabalhistas, direitos das mulheres, igualdade racial, diversidade e povos indígenas, temas abordados em levantamento do Hoje Bahia sobre declarações, votações e mudanças de posicionamento do senador ao longo de sua trajetória política. — Arte ilustrativa gerada por inteligência artificial / Hoje Bahia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, construiu sua trajetória política com posições que, em diferentes momentos, se opuseram a programas de transferência de renda, propostas de proteção trabalhista, ações afirmativas raciais e determinadas medidas voltadas aos direitos das mulheres e de minorias.

Alguns desses posicionamentos estão documentados em votações na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e no Senado Federal. Outros aparecem em entrevistas, pronunciamentos e publicações antigas nas redes sociais.

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, parte desse histórico voltou ao debate público, especialmente depois da recuperação de publicações críticas ao Bolsa Família e da divulgação de votos contrários à ampliação da licença-maternidade.

O candidato, entretanto, modificou ou esclareceu algumas dessas posições durante a campanha, comprometendo-se a preservar determinados benefícios e direitos.

O Hoje Bahia reuniu os principais registros para distinguir o histórico parlamentar, as declarações pessoais e as propostas efetivamente apresentadas para um eventual governo.

Bolsa Família: das críticas ao compromisso de manutenção

Entre 2010 e 2014, quando exercia mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro publicou mensagens nas redes sociais criticando o Bolsa Família e relacionando o programa a estratégias eleitorais do Partido dos Trabalhadores.

Em junho de 2013, afirmou que o PT perpetuava a pobreza por meio do que chamou de "bolsa-farelo", mantendo beneficiários dependentes do auxílio para preservar apoio eleitoral.

Em outras publicações, associou o recebimento de benefícios sociais à troca de votos e questionou a eficácia das políticas de transferência de renda no combate à pobreza.

Em outubro de 2026, reportagens do Estadão, da Folha de S.Paulo e de outros veículos revelaram que algumas dessas publicações haviam sido retiradas de sua conta no X, antigo Twitter. Os registros foram recuperados porque um levantamento anterior havia arquivado as mensagens.

O histórico inclui uma votação de novembro de 2011, quando Flávio foi o único deputado estadual a votar contra o programa Renda Melhor, iniciativa do governo do Rio de Janeiro que complementava os pagamentos do Bolsa Família para famílias de baixa renda.

A proposta foi aprovada por 54 votos a um. Flávio questionou o caráter permanente do auxílio e defendeu estabelecer um limite de duração para os pagamentos.

A posição atual, porém, é diferente.

Durante a campanha presidencial de 2026, o senador afirmou que pretende manter o Bolsa Família e defendeu ampliar o período de transição para beneficiários que consigam emprego formal ou iniciem atividade empreendedora.

Portanto, os registros comprovam críticas anteriores aos programas de transferência de renda, mas não sustentam a afirmação de que o candidato tenha apresentado, atualmente, uma proposta oficial de extinção do Bolsa Família.

Fontes: CartaCapital — publicações antigas sobre o Bolsa Família e Brasil de Fato — votação do Renda Melhor.

Direitos trabalhistas: flexibilização das contratações e jornada de trabalho

A trajetória de Flávio Bolsonaro inclui apoio a propostas de flexibilização das relações trabalhistas.

Em setembro de 2021, o senador votou favoravelmente à Medida Provisória 1.045, inicialmente criada para preservar empregos durante a pandemia de Covid-19.

Depois de modificações na Câmara dos Deputados, o texto passou a incorporar modalidades especiais de contratação e alterações na legislação trabalhista, sendo classificado por parlamentares como uma minirreforma trabalhista.

Entidades sindicais criticaram dispositivos que poderiam permitir contratações com garantias inferiores às tradicionalmente previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Flávio votou favoravelmente ao texto, que acabou rejeitado pelo Senado por 47 votos contrários, 27 favoráveis e uma abstenção.

O registro comprova apoio à proposta legislativa, mas não autoriza afirmar que o senador tenha apresentado um projeto próprio para extinguir férias, FGTS ou décimo terceiro salário.

Fonte: Congresso Nacional — votação nominal da MP 1.045/2021.

Escala 6x1: da crítica à aprovação

A redução da jornada de trabalho tornou-se outro episódio de mudança de posicionamento.

Durante a campanha, Flávio criticou a proposta de acabar com a escala 6x1, classificando-a como oportunista e eleitoreira. Também defendeu alternativas que permitissem maior flexibilidade na contratação e negociação da jornada.

Entretanto, em 14 de outubro de 2026, o senador votou favoravelmente à proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6x1.

Dois dias depois, em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que havia mudado sua posição depois de ouvir trabalhadores durante suas viagens de campanha.

O senador declarou que decidiu acompanhar o entendimento da maioria das pessoas que ouviu.

A mudança, portanto, está documentada: Flávio criticou a proposta inicialmente, mas votou favoravelmente ao fim da escala 6x1.

Seu plano econômico continua defendendo medidas de flexibilização das relações de trabalho, redução de custos de contratação e maior espaço para negociação entre empregados e empregadores.

Fonte: UOL — Flávio explica mudança de posição sobre a escala 6x1.

Direitos das mulheres: três episódios na Assembleia Legislativa

A atuação de Flávio Bolsonaro na Alerj apresenta votações e manifestações contrárias a propostas específicas de proteção às mulheres.

Um levantamento recuperado pela imprensa identificou episódios ocorridos em 2006 e 2009.

2006 — Combate à exploração da imagem de mulheres no turismo sexual

Flávio foi o único deputado estadual a votar contra a aplicação de sanções a estabelecimentos que comercializassem cartões-postais explorando imagens de mulheres seminuas associadas aos pontos turísticos fluminenses.

A proposta recebeu 37 votos favoráveis e um contrário.

Na discussão, o parlamentar argumentou que a beleza das mulheres brasileiras também integrava os atributos turísticos do país e questionou a responsabilização dos comerciantes.

2009 — Ampliação da licença-maternidade

Em abril de 2009, Flávio foi novamente o único parlamentar a votar contra uma proposta, desta vez a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses para servidoras públicas civis do estado do Rio de Janeiro.

A emenda constitucional foi aprovada por 54 votos favoráveis e um contrário.

Na ocasião, o deputado argumentou que a ampliação do benefício poderia dificultar a contratação de mulheres.

Dezessete anos depois, no debate presidencial da TV Globo de 23 de outubro de 2026, reconheceu o erro.

Questionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio afirmou que votaria de maneira diferente atualmente e destacou a importância da convivência entre mães e filhos nos primeiros meses de vida.

2009 — Armas e violência doméstica

Outro episódio envolveu um projeto estadual que previa restrições à posse ou ao porte de armas por agentes de segurança envolvidos em situações de violência doméstica.

Flávio manifestou oposição à proposta, argumentando que policiais poderiam sofrer consequências profissionais em razão de acusações ainda não comprovadas.

A posição foi registrada durante a tramitação do texto. Nesse caso, é necessário distinguir sua manifestação contrária de um voto nominal individual, já que a votação ocorreu de forma simbólica.

Fontes: Brasil de Fato — levantamento das votações na Alerj e UOL — reconhecimento do erro sobre licença-maternidade.

Igualdade salarial: posição contrária ao projeto de 2023

Em 31 de maio de 2023, durante discussão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Flávio Bolsonaro anunciou voto contrário ao projeto que fortalecia os mecanismos de igualdade salarial entre mulheres e homens.

O texto ampliava instrumentos de fiscalização e responsabilização diante de discriminação remuneratória.

Flávio e o senador Rogério Marinho argumentaram que a proposta poderia aumentar a judicialização das relações trabalhistas sem alcançar os resultados pretendidos.

Ambos declararam apoiar o princípio da igualdade salarial, mas discordar dos mecanismos previstos no projeto.

A distinção é importante: a votação demonstra oposição àquela iniciativa legislativa, e não uma declaração expressa de que mulheres devam receber menos que homens pelo mesmo trabalho.

Fonte: Agência Senado — votação da igualdade salarial na CAE.

Aborto: posicionamento contrário e debate sobre hipóteses legais

Flávio Bolsonaro também se posicionou publicamente contra o aborto.

Em pronunciamento no Senado, em junho de 2024, elogiou a atuação do senador Eduardo Girão no debate sobre a interrupção da gravidez e manifestou apoio a restrições envolvendo procedimentos realizados em fases avançadas da gestação.

O parlamentar também abordou situações de gravidez decorrente de estupro, reconhecendo a existência de hipóteses previstas na legislação brasileira.

Por isso, embora sua oposição geral ao aborto esteja documentada, não seria correto atribuir-lhe, com base apenas nesse pronunciamento, uma proposta de proibição absoluta de todas as situações de aborto legal.

Fonte: Senado Federal — pronunciamento de 18 de junho de 2024.

População negra: oposição às cotas raciais e defesa de critérios econômicos

As políticas de cotas raciais constituem outro tema em que Flávio Bolsonaro apresenta uma posição histórica definida.

Em maio de 2024, durante discussões no Senado sobre reserva de vagas em concursos públicos, o parlamentar defendeu substituir critérios raciais por critérios socioeconômicos.

Seu argumento foi o de que renda e oportunidades educacionais seriam parâmetros mais adequados para enfrentar desigualdades.

O senador apresentou propostas de alteração das regras, com prioridade para candidatos de baixa renda.

O posicionamento representa oposição ao modelo de ações afirmativas baseado especificamente na raça, embora não signifique rejeição a toda forma de reserva de vagas.

Na Assembleia Legislativa do Rio, Flávio também votou contra a criação do Diploma Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, destinado ao reconhecimento de mulheres negras.

Justificou sua posição com o argumento de que não deveria haver separação institucional da sociedade por critérios raciais.

Especialistas favoráveis às cotas argumentam que critérios exclusivamente econômicos não contemplam todas as dimensões da discriminação racial. Seus críticos, por outro lado, defendem mecanismos universais de inclusão associados à renda e à vulnerabilidade social.

Fonte: Senado Federal — pronunciamento sobre cotas de 22 de maio de 2024.

População LGBTQIA+: declarações antigas e compromissos atuais

A relação de Flávio Bolsonaro com os direitos LGBTQIA+ também apresenta mudanças de discurso.

Em entrevista publicada em 2011, quando era deputado estadual, Flávio afirmou considerar a heterossexualidade o padrão de normalidade e questionou a ideia de pais sentirem orgulho de filhos homossexuais.

Na ocasião, declarou não se considerar preconceituoso e afirmou respeitar pessoas homossexuais, mas manifestou desconforto com demonstrações públicas de afeto entre homens.

Essas declarações foram recuperadas durante a campanha presidencial de 2026.

Fonte: Jornal do Brasil — entrevista de março de 2011.

Restrição à participação de atletas trans

O plano de governo de Flávio inclui uma proposta de restrição à participação de mulheres trans em categorias esportivas femininas.

A candidatura justifica a medida com argumentos relacionados a diferenças físicas e condições de competição.

O tema é objeto de debates entre entidades esportivas, pesquisadores, especialistas em direitos humanos e organizações de atletas, com regras que variam conforme a modalidade.

Direitos civis: compromisso de preservação

Em outubro de 2026, durante entrevista com o influenciador Rico Melquiades, Flávio afirmou que não pretende perseguir homossexuais nem modificar direitos civis já reconhecidos, como união estável, partilha patrimonial e herança.

No dia 21 do mesmo mês, durante ato de campanha em Fortaleza, declarou que pessoas LGBTQIA+ seriam bem-vindas.

Assim, o histórico registra declarações antigas de caráter depreciativo em relação à homossexualidade, mas também compromissos recentes de respeito à vida privada e manutenção de direitos civis.

Fontes: Correio — entrevista com Rico Melquiades e Agência Brasil — propostas para o esporte.

Povos indígenas: defesa do marco temporal

Em abril de 2026, durante evento agropecuário em Campo Grande, Flávio Bolsonaro manifestou apoio ao chamado marco temporal para demarcação de terras indígenas.

A tese busca estabelecer critérios relacionados à ocupação territorial na data da promulgação da Constituição de 1988.

O senador defendeu maior segurança jurídica para produtores rurais e afirmou que povos indígenas deveriam ter autonomia para decidir sobre atividades econômicas em suas terras.

Organizações indígenas criticam o marco temporal por entenderem que esse critério pode restringir o reconhecimento de territórios tradicionalmente ocupados, inclusive em situações de expulsão ou deslocamento forçado.

O Supremo Tribunal Federal já considerou inconstitucional a exigência de comprovação da ocupação territorial na data de 5 de outubro de 1988 como condição para o reconhecimento do direito indígena.

O plano presidencial também prevê medidas de autonomia econômica para indígenas e quilombolas, respeitadas as regras ambientais.

Fontes: CNN Brasil — defesa do marco temporal e Agência Brasil — propostas para indígenas e Amazônia.

Auxílio-reclusão: proposta de redirecionamento dos recursos

Entre as propostas relacionadas diretamente a benefícios sociais, uma das mais explícitas está no plano presidencial apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral.

Flávio Bolsonaro defende redirecionar recursos atualmente destinados às famílias de detentos para famílias de vítimas de crimes.

A proposta foi interpretada pela imprensa como uma tentativa de extinguir ou substituir o auxílio-reclusão no formato atual.

Entretanto, existe uma distinção jurídica fundamental.

O auxílio-reclusão não é pago ao preso. Trata-se de um benefício previdenciário destinado aos dependentes de segurados de baixa renda que preencham os requisitos legais.

Uma eventual substituição exigiria mudanças na legislação e esclarecimentos sobre a proteção aos dependentes atualmente atendidos.

O programa de governo não detalha completamente como essa transição seria realizada.

Fonte: R7 — proposta de redirecionamento do auxílio.

Aposentadorias e BPC: estudos econômicos e negativas públicas

Em outubro de 2026, a Folha de S.Paulo noticiou que integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro analisavam medidas capazes de reduzir despesas obrigatórias em aproximadamente R$ 250 bilhões.

Entre as possibilidades mencionadas estavam alterações nas regras de reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de mudanças nos pisos constitucionais de financiamento da saúde e educação.

A campanha contestou a apresentação desses estudos como compromissos oficialmente assumidos pelo candidato.

Durante entrevistas e no debate presidencial, Flávio declarou que pretende preservar reajustes acima da inflação para aposentados e negou intenção de retirar garantias orçamentárias da saúde e educação.

Portanto, há registros jornalísticos sobre medidas em estudo, mas não uma proposta oficial confirmada de eliminar o BPC ou reduzir nominalmente as aposentadorias.

A distinção entre alternativas examinadas por assessores e compromissos assumidos publicamente é indispensável para compreender o debate econômico.

Fontes: UOL — mudanças de posição no debate presidencial e Folha de S.Paulo — propostas econômicas em estudo.

O que não foi comprovado: férias, SUS e Farmácia Popular

A circulação de declarações falsas durante a campanha também exige cuidado na análise do histórico do candidato.

Uma publicação nas redes sociais atribuiu a Flávio a afirmação de que 30 dias de férias seriam excessivos e que os trabalhadores deveriam ter apenas 15 dias.

A agência Reuters verificou que a declaração era falsa.

Outras mensagens atribuíram ao senador a intenção de privatizar integralmente o Sistema Único de Saúde (SUS) e acabar com o Farmácia Popular.

A agência de checagem Aos Fatos não identificou declarações autênticas sustentando essas alegações. A campanha negou as informações.

Esses casos demonstram que uma investigação sobre posições políticas precisa diferenciar declarações verificadas, propostas oficiais e conteúdos fabricados ou manipulados.

Fontes: Reuters — checagem sobre as férias, Aos Fatos — SUS e Aos Fatos — Farmácia Popular.

O que o plano de governo prevê para mulheres e pessoas com deficiência

O documento entregue ao TSE também apresenta iniciativas voltadas à proteção de mulheres e pessoas com deficiência.

Entre as propostas estão medidas de combate ao feminicídio, monitoramento de agressores, integração dos canais de denúncia, ampliação do acesso a creches e serviços de acolhimento.

Para pessoas com deficiência, o programa aborda acessibilidade, serviços especializados, atendimento a pessoas autistas e oportunidades de inclusão.

Essas propostas devem ser consideradas na avaliação do conjunto das posições do candidato, assim como os registros históricos de votos e declarações.

Fonte: Agência Brasil — análise dos programas presidenciais sobre direitos humanos.

Entre o histórico parlamentar e as promessas eleitorais

Os documentos analisados mostram que Flávio Bolsonaro já manifestou oposição a determinadas políticas de transferência de renda, medidas de proteção trabalhista, propostas de ampliação de direitos das mulheres e mecanismos de ações afirmativas raciais.

Também evidenciam mudanças de posicionamento ao longo de sua carreira, algumas delas reconhecidas expressamente pelo senador.

Entre os exemplos mais claros estão a ampliação da licença-maternidade, o fim da escala 6x1 e o discurso sobre a manutenção do Bolsa Família.

Há ainda propostas oficiais que permanecem alinhadas a posições anteriores, como a substituição de cotas raciais por critérios socioeconômicos, a defesa do marco temporal das terras indígenas e o redirecionamento de recursos destinados às famílias de detentos.

A análise de uma trajetória política não pode se limitar a uma frase isolada, assim como promessas atuais não apagam automaticamente votações e declarações anteriores.

A documentação disponível permite identificar posições históricas, compromissos recentes e divergências entre o discurso e determinadas ações parlamentares.

A execução dessas propostas, caso venham a ser adotadas, dependerá ainda de instrumentos legais, decisões administrativas e, em muitos casos, aprovação do Congresso Nacional.

O acompanhamento desses processos é essencial para verificar quais compromissos se transformarão efetivamente em políticas públicas.


Transparência da apuração

O levantamento do Hoje Bahia foi elaborado com base em registros oficiais do Senado Federal, votações parlamentares, propostas registradas na Justiça Eleitoral, reportagens de veículos de imprensa e verificações de agências independentes.

As informações foram organizadas considerando as datas de cada manifestação e as diferenças entre posicionamentos pessoais, votos legislativos, propostas formais e declarações de campanha.

O documento completo das propostas presidenciais pode ser consultado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Hoje Bahia — Jornalismo com informação, contexto e responsabilidade.

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