Um menino do Sertão. A voz grave que chamou atenção quase imediatamente. A cultura da vaquejada. O primeiro sucesso. A explosão nas plataformas digitais. Multidões cantando suas músicas. Encontros com grandes nomes da música brasileira e uma carreira que, em poucos anos, atravessou o país.
Parece sinopse de cinema.
Mas é a história de João Gomes.
E agora ela ganhou uma versão cinematográfica criada com inteligência artificial que chamou a atenção até do próprio cantor.
O responsável pela produção é Vitor Paiva, da Vepe Films (@vepefilms), diretor criativo e artista de inteligência artificial. Ele imaginou João Gomes como protagonista de uma produção para as telas, utilizando IA para construir cenas com estética e narrativa de cinema.
E o resultado chegou ao personagem principal dessa história: João Gomes compartilhou a criação em suas redes sociais.
Antes que alguém se anime demais: não se trata do trailer de um filme oficial sobre João Gomes e não há, até o momento, anúncio público de uma cinebiografia do cantor.
Mas depois de assistir ao vídeo fica difícil não fazer a pergunta:
Será que não está na hora de a vida de João Gomes virar filme de verdade?
Do Sertão para o Brasil
João Fernando Gomes Valério nasceu em Serrita, no Sertão de Pernambuco, em 31 de julho de 2002, e cresceu em Petrolina.
Antes de o Brasil conhecer aquela voz grave que se tornaria sua marca, João teve contato com a música ainda jovem, inclusive cantando na igreja. Durante os estudos no Instituto Federal do Sertão Pernambucano, começou também a publicar vídeos cantando na internet.
A paisagem cultural que mais tarde apareceria em seu repertório já fazia parte de sua vida: o Sertão, a vaquejada, o forró e a música popular nordestina.
Sua trajetória profissional começou a mudar quando as composições e interpretações daquele jovem passaram a circular com mais força.
Em 2021 veio o álbum “Eu Tenho a Senha”.
E, com ele, a explosão.
“Meu Pedaço de Pecado” e uma carreira que acelerou
Foi principalmente com “Meu Pedaço de Pecado” que João Gomes atravessou as fronteiras de Pernambuco e passou a ser ouvido em todo o Brasil.
A canção se transformou em um dos grandes sucessos daquele período e ajudou a colocar João no centro da explosão do piseiro e do forró nas plataformas digitais.
O que impressionava não era apenas o tamanho do sucesso, mas a velocidade.
Em pouco tempo, aquele jovem que publicava vídeos cantando passou a aparecer entre os artistas mais ouvidos do país.
A voz grave, o jeito simples de cantar e a ligação com a cultura nordestina ajudaram a criar uma identidade imediatamente reconhecível.
Vieram novos sucessos, shows pelo Brasil e plateias cada vez maiores.
Uma multidão no Marco Zero
Se a história de João Gomes realmente virasse filme, uma das cenas mais impressionantes já estaria pronta.
Em 2022, o cantor gravou um grande projeto audiovisual no Marco Zero do Recife, diante de uma multidão estimada em cerca de 150 mil pessoas.
O palco montado em um dos cartões-postais de Pernambuco simbolizava algo maior: em pouquíssimo tempo, o jovem cantor do Sertão havia se transformado em um dos principais nomes populares de sua geração.
E João começou também a ultrapassar as fronteiras do próprio piseiro.
Passou a dividir projetos e apresentações com artistas de diferentes estilos e gerações, aproximando sua música de outras vertentes da MPB e aprofundando suas referências nordestinas.
Do piseiro ao Grammy Latino
A evolução artística também apareceu nos projetos seguintes.
João Gomes recebeu indicações ao Grammy Latino e passou a explorar de maneira ainda mais evidente as raízes da música nordestina.
Em 2025, ao lado de Mestrinho e Jota.pê, chegou a um dos momentos mais importantes de sua carreira com o projeto “Dominguinho”.
O álbum conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa.
Era um capítulo simbólico para alguém que havia chegado ao grande público associado principalmente ao fenômeno do piseiro: poucos anos depois, João consolidava também o reconhecimento de um trabalho conectado às raízes da música brasileira.
João Gomes e as telas
E o cinema não é um território completamente estranho ao cantor.
João Gomes já apareceu nas telas interpretando a si próprio em “Dona Lurdes — O Filme”, lançado em 2024.
Sua trajetória também passou a despertar interesse de produções televisivas e documentais, acompanhando não apenas os shows, mas sua origem, família, rotina e relação com o Nordeste.
Ou seja: muito antes de existir uma cinebiografia, a história pessoal e artística de João Gomes já começou a ser registrada pelas câmeras.
Quando o fã é diretor criativo — artista de IA
É justamente nesse ponto que entra a criação que despertou a curiosidade nas redes sociais.
Por trás do vídeo está Vitor Paiva, da Vepe Films (@vepefilms), que se apresenta como Creative Director e AI Artist — diretor criativo e artista de inteligência artificial.
Seu trabalho explora o encontro entre tecnologia, cultura pop e linguagem cinematográfica.
Desta vez, o personagem escolhido foi João Gomes.





