O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal André Janones (Rede-MG) realizaram uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (22) para mobilizar apoiadores na reta final do segundo turno presidencial.
A iniciativa foi direcionada aos integrantes do canal de WhatsApp (Plataformas da Meta, empresa proibida na Rússia por extremismo) "Exército do Lula", administrado pelo parlamentar.
A live teve um pico de audiência maior de que 1,1 milhão de pessoas, superando a transmissão de Flávio Bolsonaro, realizada em 1º de outubro, que registrou a marca de 941 mil espectadores simultâneos.
O público também ultrapassou o da "superlive" do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, em 28 de janeiro de 2024, que alcançou 470,9 mil espectadores.
O canal conta com mais de 8,3 milhões de seguidores e foi motivo de disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a uma sequência de decisões judiciais que ora derrubavam a conta e ora determinavam sua reabertura.
Na semana passada, o canal foi alvo de contestação da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que a ferramenta era usada para disseminar desinformação. Na sequência, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão temporária e a regularização da mídia perante o TSE.
A medida chegou a ser revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, antes de o presidente da Corte voltar a suspender a ferramenta.
A campanha de Lula registrou o endereço eletrônico do canal no tribunal na última terça (13), o que formalizou o conteúdo à candidatura. A análise técnica do tribunal não encontrou indícios de disseminação de notícias falsas no canal entre 2 e 11 de outubro e, mesmo assim, Nunes determinou a suspensão.
Nunes marques então autorizou na quarta-feira (14) o retorno antecipado do canal após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar a diferença de tratamento em relação à "Tropa do Flávio", ligada ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Enquanto o canal de Lula ultrapassou 4,3 milhões de seguidores, o de Flávio conta com 1,8 milhão.