O presidente Lula anunciou na terça-feira (13) a ampliação do programa Pé-de-Meia para o ensino superior. A proposta prevê o pagamento de R$ 700 mensais durante dez meses por ano e depósitos anuais de R$ 2.500 para universitários, inicialmente inscritos no CadÚnico, alcançando cerca de 485 mil estudantes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na terça-feira a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior. Atualmente voltado a alunos do ensino médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), o benefício passará a contemplar universitários.
Segundo o presidente, os estudantes receberão R$ 700 mensais durante dez meses por ano. Além disso, terão direito a um depósito anual de R$ 2.500 ao longo de quatro anos, valor que poderá ser sacado após a conclusão da graduação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente afirmou que a medida busca oferecer condições para que os jovens iniciem sua trajetória profissional com uma reserva financeira acumulada durante o curso.
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, informou que a implementação será feita de forma escalonada. A estimativa é que a primeira etapa do programa custe R$ 4,6 bilhões.
Inicialmente, o benefício será direcionado aos estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), alcançando cerca de 485 mil universitários. A proposta, porém, prevê futuramente a inclusão de alunos de instituições públicas federais, estaduais e municipais, além de beneficiários do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Dados do Censo da Educação Superior de 2024 mostram que as instituições públicas reúnem 1,8 milhão de matriculados. Caso todos fossem incluídos no Pé-de-Meia, o custo anual chegaria a R$ 17,9 bilhões. Com a eventual incorporação dos 434 mil estudantes atendidos pelo ProUni, o gasto subiria para R$ 22 bilhões por ano.