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A eleição presidencial de 2026 entra em uma nova fase a partir desta segunda-feira (5). Com praticamente todas as urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão no segundo turno e terão mais 20 dias para disputar o voto dos brasileiros
Com 99,77% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,08% dos votos válidos, contra 45,10% de Lula. Na totalização de 99,63% das seções, o candidato do PL somava 55.997.395 votos, enquanto Lula tinha 53.575.757 — uma diferença de 2.421.638 votos.
A votação mostrou, portanto, uma eleição muito mais equilibrada do que muitos cenários projetados durante a campanha. A decisão sobre quem comandará o país pelos próximos quatro anos ficará para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Lula reconhece resultado e fala em “prorrogação”
Em discurso a apoiadores em São Paulo, Lula reconheceu que esperava vencer a eleição já no primeiro turno. O presidente afirmou, porém, que a disputa está apenas entrando em sua fase decisiva.
Para Lula, o segundo turno será a “prova dos nove” e representa, na prática, uma nova eleição.
O petista afirmou que a campanha precisa ouvir a mensagem transmitida pelas urnas e mudar o tom. Uma das prioridades será tentar conquistar os milhões de brasileiros que não compareceram às urnas.
Mais de 33,3 milhões de eleitores não votaram, o equivalente a 21,07% do eleitorado. É justamente nesse contingente que os dois candidatos deverão concentrar parte importante de seus esforços nas próximas semanas.
Lula afirmou que pretende apresentar a esse eleitorado as diferenças entre os dois projetos de país e convencê-lo de que sua proposta é a mais adequada para o futuro do Brasil.
Desenvolvimento, ciência e justiça social
Na tentativa de ampliar sua votação, Lula deverá apostar na defesa das realizações e propostas de seu governo.
Entre os temas destacados pelo presidente estão o desenvolvimento tecnológico e científico, a exploração de terras raras e minerais críticos, o fortalecimento da indústria e a chamada nova indústria brasileira.
Lula também citou a exploração da Margem Equatorial, investimentos em educação e políticas de justiça social.
Outro ponto destacado foi a promessa de ampliar o acesso a medicamentos para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), caso seja reeleito.
Ao mesmo tempo, o presidente voltou a criticar a concentração de renda e de capital no país, colocando a desigualdade social no centro do debate eleitoral.





