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Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno em disputa apertada pela Presidência

Com quase 100% das urnas apuradas, candidato do PL terminou à frente no primeiro turno, mas diferença de pouco mais de 2,4 milhões de votos mantém eleição aberta até 25 de outubro

Jorge Matos - Redação HOJE BAHIA
Publicada em 05 de outubro de 2026 às 11:19
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Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno em disputa apertada pela Presidência
Foto: Sputnik Brasil / Guilherme Correia

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A eleição presidencial de 2026 entra em uma nova fase a partir desta segunda-feira (5). Com praticamente todas as urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão no segundo turno e terão mais 20 dias para disputar o voto dos brasileiros

Com 99,77% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,08% dos votos válidos, contra 45,10% de Lula. Na totalização de 99,63% das seções, o candidato do PL somava 55.997.395 votos, enquanto Lula tinha 53.575.757 — uma diferença de 2.421.638 votos.

A votação mostrou, portanto, uma eleição muito mais equilibrada do que muitos cenários projetados durante a campanha. A decisão sobre quem comandará o país pelos próximos quatro anos ficará para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Lula reconhece resultado e fala em “prorrogação”

Em discurso a apoiadores em São Paulo, Lula reconheceu que esperava vencer a eleição já no primeiro turno. O presidente afirmou, porém, que a disputa está apenas entrando em sua fase decisiva.

Para Lula, o segundo turno será a “prova dos nove” e representa, na prática, uma nova eleição.

O petista afirmou que a campanha precisa ouvir a mensagem transmitida pelas urnas e mudar o tom. Uma das prioridades será tentar conquistar os milhões de brasileiros que não compareceram às urnas.

Mais de 33,3 milhões de eleitores não votaram, o equivalente a 21,07% do eleitorado. É justamente nesse contingente que os dois candidatos deverão concentrar parte importante de seus esforços nas próximas semanas.

Lula afirmou que pretende apresentar a esse eleitorado as diferenças entre os dois projetos de país e convencê-lo de que sua proposta é a mais adequada para o futuro do Brasil.

Desenvolvimento, ciência e justiça social

Na tentativa de ampliar sua votação, Lula deverá apostar na defesa das realizações e propostas de seu governo.

Entre os temas destacados pelo presidente estão o desenvolvimento tecnológico e científico, a exploração de terras raras e minerais críticos, o fortalecimento da indústria e a chamada nova indústria brasileira.

Lula também citou a exploração da Margem Equatorial, investimentos em educação e políticas de justiça social.

Outro ponto destacado foi a promessa de ampliar o acesso a medicamentos para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), caso seja reeleito.

Ao mesmo tempo, o presidente voltou a criticar a concentração de renda e de capital no país, colocando a desigualdade social no centro do debate eleitoral.

Lula endurece discurso contra adversário

Se a primeira frente será a apresentação de propostas, a segunda deverá ser marcada pelo confronto direto com o adversário.

Em seu discurso, Lula elevou o tom contra Flávio Bolsonaro e classificou sua trajetória política como “tenebrosa”, fazendo referências a suspeitas envolvendo milícias, crime organizado e o Banco Master.

O presidente também mencionou as milícias do Rio de Janeiro e as execuções atribuídas a esses grupos.

Ao final, dirigindo-se aos adversários políticos, afirmou:

“Bolsonaristas, se preparem, porque nós vamos derrotá-los.”

Lula ainda brincou com o calendário da campanha, dizendo que teria uma segunda-feira de folga e que o ritmo eleitoral aumentaria a partir de terça-feira.

Flávio comemora vantagem e aposta na mudança

Do outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado do primeiro turno e agradeceu os quase 56 milhões de votos recebidos.

O candidato do PL destacou que seu desempenho foi superior ao apontado por diversas pesquisas eleitorais realizadas antes da votação e afirmou enxergar uma “possibilidade real” de vitória no segundo turno.

Flávio também classificou o resultado como o “fim da era do PT”, transformando a eleição em uma disputa não apenas entre dois candidatos, mas entre dois projetos políticos que continuam dividindo profundamente o país.

A eleição começa de novo

O resultado do primeiro turno deixa uma constatação: ninguém ganhou a eleição presidencial de 2026.

Flávio Bolsonaro terminou na frente, mas Lula permanece competitivo e parte para o segundo turno com mais de 53 milhões de votos. A diferença, embora significativa, está longe de representar uma vantagem definitiva diante de um eleitorado de mais de 150 milhões de pessoas.

A partir de agora, entram em campo os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e, principalmente, aqueles que ainda não decidiram de que lado ficar.

O Brasil terá três semanas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro.

No dia 25 de outubro, a “prorrogação” termina. E o eleitor dará o veredito sobre qual projeto deverá comandar o país.

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