O ato reuniu aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Guilherme Boulos e o ex-ministro Fernando Haddad.
A 14 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Lula tenta recuperar terreno no Sudeste na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Em meio às bandeiras do Brasil e do Partido dos Trabalhadores (PT), o biólogo Alex Rodrigues chamou atenção ao levar a bandeira de "One Piece", animação japonesa. Outros manifestantes vistos pela Sputnik Brasil também carregavam o item.
Em 2025, a caveira de chapéu de palha da série virou símbolo de protestos da geração Z em países como o Nepal.
"O anime é sobre revolução e sobre a luta do povo. Retrata muito a escravidão, os abusos. Tudo que o governo mundial oferece contra o ambiente dele é uma forma de resistência contra isso", explicou Rodrigues.
Para ele, a apropriação do símbolo por movimentos de direita é equivocada. "O One Piece luta justamente contra isso, contra os movimentos de direita, contra tudo que eles propõem para a população", afirmou.
A estudante Alice Matos, de 28 anos, disse que foi ao ato para defender a democracia. "O que me motiva é a gente continuar sendo uma democracia. Ela está ameaçada, e com um Bolsonaro no poder não temos possibilidade nenhuma de ter democracia."
A estudante de ciências biológicas Ana Clara Ribeiro Faria afirmou que o que a move é a defesa da ciência e da educação. "Educação não é mercadoria. O Estado não tem que dar lucro, tem que servir em prol da população", disse.
Ela criticou ainda a composição do Congresso Nacional. "Deveria ter um Congresso do lado do povo, mas eles estão em prol da grana", declarou.
Para Ana Clara, sem veto presidencial, "vai passar muita coisa que vai prejudicar a gente".
O jornalista André Duarte afirmou que luta por "um futuro mais justo e igualitário", onde todos tenham as mesmas oportunidades. "E não deixar o ódio vencer", acrescentou.
"A gente precisa aceitar que as diferenças existem, que pessoas acreditam em coisas diferentes, e tá tudo certo."
A advogada Lígia Maul foi direta sobre o que a levou à Paulista. "Pelo amor de Deus, nós precisamos salvar o nosso país, não pode deixar cair na mão desse cara", declarou.





