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Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários nos EUA

Na Austrália, Meta é processada por expor jovens a conteúdos nocivos

Redação HOJE BAHIA com Agência Brasil
Publicada em 22 de outubro de 2026 às 14:20
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Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários nos EUA
Ilustração: Meta / Divulgação

A empresa Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp foi condenada a pagar US$ 25 bilhões por enganar os usuários nos Estados Unidos. Outra ação tramita na Austrália. Lá a empresa está sendo processada por expor menores a conteúdos nocivos e mantê-los viciados em suas plataformas.

 Nos EUA, um juiz do Novo México, ordenou nessa quarta (21) que a Meta pague uma multa de US$ 25 bilhões, após entender que a empresa enganou usuários sobre a privacidade de dados, no caso Cambridge Analytica.

A consultoria britânica obteve os dados pessoais de 87 milhões de usuários do Facebook, sem autorização para direcionamento de campanhas políticas.

De acordo com a agência Reuters, os jurados concluíram que a Meta deu 26 declarações enganosas sobre privacidade e moderação de conteúdo. Isso resultou em mais de 43 milhões de violações da lei de defesa do consumidor. A legislação do Novo México autoriza uma multa superior a US$ 219 bilhões, mas o juiz reduziu a quantia.

A Meta disse que vai recorrer da sentença.

O outro caso é de uma ação coletiva no Tribunal Federal da Austrália contra o Facebook e o Instagram.

Nesse processo, oito pessoas alegam ter sofrido danos mentais e psicológicos quando eram menores de idade por terem sido expostos a conteúdos nocivos e de usar algoritmos que viciam jovens nas redes.

Essa é a primeira ação na Austrália a buscar a responsabilização direta das redes sociais por danos à saúde de menores. Recentemente, o país aprovou uma legislação para proibir o uso das redes por jovens de até 16 anos.

A empresa Meta declarou que vai se defender no tribunal.

Nesta quinta-feira (22), as ações da Meta caíram 3% antes da abertura do mercado. A queda representa uma perda potencial de cerca de US$ 50 bilhões. Ainda segundo a Reuters, os investidores estão preocupados com os altos custos para expandir o uso de inteligência artificial. A empresa prevê investir até US$ 145 bilhões no ano, mas registrou déficit de pouco mais de US$ 2 bilhões no fluxo de caixa no terceiro trimestre. 

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