O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista à TV Globo, que pretende manter os reajustes do salário mínimo acima da inflação e preservar os pisos constitucionais de Saúde e Educação. Conduzida por Renata Lo Prete, a sabatina também abordou sua mudança de posição sobre a escala 6x1, propostas para o Judiciário e os pedidos de financiamento feitos ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A participação integrou a rodada de entrevistas com os candidatos que disputam o segundo turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi entrevistado na quinta-feira (15), conforme a ordem definida por sorteio entre as campanhas.
Salário mínimo e ajuste fiscal
Questionado sobre o equilíbrio das contas públicas, Flávio negou que pretenda retirar direitos de aposentados e servidores. O senador acusou a campanha adversária de distorcer suas propostas e afirmou que buscaria economizar com a redução da estrutura administrativa, de ministérios e de cargos comissionados.
Entre as medidas apresentadas, citou o corte de pelo menos dez ministérios, o aproveitamento de imóveis públicos e a cobrança de dívidas devidas à União. Também mencionou a ampliação da exploração de petróleo na Margem Equatorial e o uso de inteligência artificial na gestão pública.
O candidato prometeu preservar os reajustes do salário mínimo acima da inflação e os pisos de Saúde e Educação. Entretanto, segundo a cobertura da entrevista, não detalhou como seriam executados os cortes de aproximadamente R$ 200 bilhões atribuídos a assessores de sua campanha.
Mudança de posição sobre a escala 6x1
Renata Lo Prete perguntou por que Flávio passou a apoiar o fim da escala 6x1 depois de criticar a proposta durante a campanha. O senador respondeu que mudou de posição após ouvir trabalhadores em suas viagens pelo país.
“Resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.”
Antes de votar favoravelmente à mudança no Senado, o candidato havia classificado a proposta como oportunista e eleitoreira. Na entrevista, atribuiu seu voto à percepção de que a maioria dos trabalhadores desejava a alteração da jornada.
Flávio afirmou que respeitará a decisão do Congresso e que não pretende atuar para reverter a medida. Ao mesmo tempo, manteve a defesa de jornadas mais flexíveis, argumentando que as duas posições seriam compatíveis.





