A Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), por meio do Programa de Gerenciamento Costeiro da Bahia (Gerco), promove a segunda edição do Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão na Bahia. A capacitação será realizada entre os dias 17 e 19 de novembro, com atividades nos municípios de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Caravelas, no Extremo Sul do estado.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e as secretarias municipais de Meio Ambiente de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. O objetivo é fortalecer a atuação segura, eficaz e integrada no manejo do peixe-leão (Pterois volitans) na costa baiana.
Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão é considerado uma espécie exótica invasora por se estabelecer fora de sua área natural de ocorrência e provocar impactos negativos sobre a biodiversidade. Sua presença em ambientes costeiros e recifais representa uma ameaça ao equilíbrio ecológico, especialmente devido ao hábito alimentar predatório e à capacidade de adaptação e reprodução.
Na Bahia, já foram registrados avistamentos da espécie em pelo menos dez municípios, entre eles Salvador, Cairu e Porto Seguro. A presença do peixe-leão em diferentes regiões do litoral reforça a importância do monitoramento e da adoção de medidas de controle para reduzir os impactos da bioinvasão e contribuir para a conservação dos ecossistemas marinhos.
Durante a capacitação, os participantes terão acesso a conteúdos sobre os aspectos biológicos, ecológicos e legais relacionados à espécie, além de informações sobre os impactos provocados pela presença do peixe-leão nos ambientes marinhos. A programação também abordará protocolos de monitoramento, captura, manuseio, transporte, acondicionamento e destinação do animal, com orientações voltadas à segurança dos participantes e à efetividade das ações de controle.
Serão apresentadas ainda medidas de prevenção e resposta a acidentes, considerando que o peixe-leão possui espinhos venenosos que podem causar ferimentos dolorosos.
“Com atividades teóricas e práticas, a capacitação busca ampliar o conhecimento sobre a identificação e a captura segura do peixe-leão, além de incentivar o monitoramento participativo e a atuação conjunta entre poder público, pescadores, comunidades tradicionais, mergulhadores, pesquisadores e demais envolvidos na proteção dos ecossistemas marinhos”, explica a oceanógrafa da Sema, Paloma Avena.





