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Brasil completa dois anos sem sarampo

Pa√≠s est√° em vias de voltar a receber a certificação de pa√≠s livre da doença, condição que havia perdido a partir de 2018

Por Jorge Matos em 06/06/2024 às 09:41:01
Vacina tríplice viral, disponível no SUS, protege contra o sarampo, caxumba e rubéola

Vacina tríplice viral, disponível no SUS, protege contra o sarampo, caxumba e rubéola

O Brasil completou, nesta quarta-feira (5), dois anos sem casos autóctones (com transmissão em território nacional) de sarampo . Dessa forma, est√° próximo de retomar a certificação de "país livre de sarampo", após sair da condição de região end√™mica no ano passado. Em 2016, o Brasil j√° havia recebido o título de país livre da doença. Em 2018, no entanto, o intenso fluxo migratório de países vizinhos, associado às baixas coberturas vacinais em v√°rios municípios, permitiu a reintrodução do vírus em território nacional. Desde 2019, o número de casos de sarampo est√° em queda: despencando de 20.901 registros, no referido ano, a 41 casos, em 2022. O último caso foi confirmado em 5 junho de 2022, no Amap√°.

No início de maio, o país recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Cong√™nita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com o objetivo de dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola cong√™nita (SRC).

Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como "alarmante". Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023, um aumento em relação aos últimos tr√™s anos.

"Para que o Brasil possa continuar sem casos, é fundamental alcançar coberturas vacinais de, no mínimo, 95% de forma homog√™nea, visando a proteção da nossa população diante da possibilidade de ocorr√™ncia de casos importados do vírus e reduzindo assim o risco de introdução da doença. Além do que, garante a segurança até mesmo das pessoas que não podem se vacinar", explica o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) , Eder Gatti.

Ele destaca, ainda, a importância da continuidade da estratégia de microplanejamento que, em 2023, repassou R$151 milhões para estados e municípios. O método, que é recomendado pela OMS, consiste em diversas atividades com foco na realidade local e em fortalecer e ampliar o acesso da população à vacinação, durante todo o ano.

Tríplice viral

A tríplice viral é uma das vacinas ofertadas no Calend√°rio Nacional de Vacinação , cujo esquema vacinal corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Esse imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – tr√™s doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram respons√°veis por epidemias no passado. A cobertura da primeira dose dessa vacina aumentou de 80,7% em 2022 para 87% em 2023. Os dados de 2023 ainda são preliminares e podem subir, j√° que alguns estados t√™m bases próprias e as atualizações podem demorar a chegar à rede nacional.





Fonte: Minist√©rio da Sa√ļde

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