O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista que o quadro econômico do Brasil sob o Governo Lula é superior ao herdado do governo anterior, quando a taxa básica de juros - Selic - rondava os 25% e a inflação chegou a 12%. Atualmente, o INPC acumulado nos últimos 12 meses é de 4,56% e a taxa de juros está fixada em 13,25%. Haddad crê que o panorama vai melhorar, a partir da aprovação do Orçamento de 2025, que está à espera de votação no Congresso Nacional.
"Aprovado o Orçamento, no médio prazo teremos taxas de juros menores, sem penalizar a população, incluindo os produtores, que dependem do Estado", disse o ministro, em entrevista ao Canal ICL Notícias. Segundo Haddad, a peça orçamentária enviada ao Congresso é equilibrada e dá condição ao crescimento sustentável. "Está pronto para ser aprovado", garante.
O ministro disse confiar no trabalho do Congresso para a aprovação da peça. Haddad lembrou que os deputados e senadores tiveram papel importante na votação de projetos e medidas necessários ao controle de gastos e manutenção de investimentos.
Segundo ele, o orçamento reflete a diretriz econômica do Governo Lula: "Crescimento com inflação baixa é a nossa obsessão", disse. Haddad destacou que o déficit primário do Governo em 2024 foi de 0,09% do PIB, próximo a zero, sinalizando a real preocupação com o equilíbrio das contas públicas.
Esse conjunto vai favorecer tanto uma queda mais intensa da inflação, quanto a redução da taxa básica de juros, argumenta o ministro da Fazenda.
Haddad também apontou que o Governo tem ampliado sucessivamente os valores e mecanismos destinados ao Plano Safra, e que tal política vai ser mantida, com o intuito de ampliar a produção de alimentos, garantir oferta e reduzir preços.
O ministro esclareceu ainda que o Plano Safra 2025 não terá interrupção, apesar de Tesouro Nacional ter solicitado a suspensão dos créditos, motivado exatamente pela não-aprovação do Orçamento da União 2025. Segundo nota do Ministério da Fazenda, a pasta "encaminhará ofício ao Tribunal de Contas da União em busca de respaldo técnico e legal para a imediata retomada das linhas de crédito com recursos equalizados do Plano Safra 24/25". A nota prossegue: "As linhas foram suspensas pelo Tesouro Nacional por necessidade legal, devido à não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025. Vale ressaltar que o Pronaf, que atende os pequenos agricultores, segue operando."
Durante a entrevista, Haddad afirmou que "não queremos que tenha nenhuma descontinuidade nas linhas de crédito. Por enquanto, isso está afetando só os enormes produtores, e não os pequenos produtores de alimentos, porque pequenos valores [de crédito] nós conseguimos encaminhar". Haddad insistiu: "Mas nós precisamos aprovar o Orçamento".
Fonte: Agência Gov