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INTERNACIONAL

Argentina publica decreto para demissão de 21 mil servidores públicos

Desde 2024, governo Milei já demitiu 77 mil trabalhadores

Redação HOJE BAHIA com Agência Brasil
Publicada em 20 de outubro de 2026 às 13:05
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Argentina publica decreto para demissão de 21 mil servidores públicos
Ilustração: Meta AI

O governo Javier Milei, da Argentina, publicou um plano para demissão de mais 21 mil servidores. Desde 2024, o atual governo argentino desligou 77 mil trabalhadores da administração pública, de setores militares e de segurança, além de empresas estatais. O novo Decreto do governo argentino, publicado nesta segunda (19), estabelece um regime de demissão voluntária para 21.187 servidores da Administração Pública Nacional centralizada.

A ideia é extinguir permanentemente essas vagas e impedir novas contratações. O trabalhador que aderir ao plano fica proibido de retornar para o setor público pelo período de 8 anos. Os servidores com mandato sindical são obrigados a renunciar, caso optem pela demissão.

O decreto foi criticado pela Associação de Trabalhadores do Estado, que convocou a categoria para uma mobilização. O secretário-geral da entidade, Rodolfo Aguiar, considera que o processo de demissão não é "voluntário", mas uma "extorsão"; e que os trabalhadores estão sendo intimidados e ameaçados de serem colocados em disponibilidade, para depois serem demitidos sem garantia de estabilidade, nem indenização, nem assistência médica. 

O sindicato também criticou, na semana passada, a aprovação de um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, no valor de US$ 300 milhões de dólares, para a primeira etapa do programa de eliminação de cargos, desregulamentação e privatizações. O programa argentino prevê uma linha de crédito condicional de US$ 800 milhões junto ao banco que tem sede em Washington.

O decreto desta semana se enquadra nas ações do Ministério da Desregulação, focado na reorganização de estruturas estatais argentinas. Além das milhares de demissões, o governo Milei já modificou ou eliminou quase 2,9 mil normas de regulamentação desde 2024.

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