Uma mensagem no celular podia terminar em um vídeo compartilhado, uma conversa em família ou um incentivo para sair de casa e votar. Foi nessa passagem entre a tela e a ação que André Janones (Rede-MG) construiu seu protagonismo na campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois de uma participação discreta no primeiro turno, o deputado ganhou espaço na reação digital do presidente. À frente do canal “Exército do Lula”, organizou apoiadores, distribuiu tarefas e ajudou a dar ritmo à mobilização na reta final. Reportagens publicadas por UOL e Folha identificam sua atuação como uma das mudanças relevantes da campanha entre as duas votações.
Não há, nas fontes consultadas, uma medição que permita atribuir a Janones uma quantidade de votos ou afirmar que ele, sozinho, decidiu a eleição. Há, porém, evidências concretas de sua contribuição: crescimento da rede de apoiadores, audiência expressiva e coordenação de ações em favor de Lula.
De seguidores a participantes
O “Exército do Lula” alcançou 10 milhões de seguidores no WhatsApp na sexta-feira, 23 de outubro. A marca foi verificada pelo Poder360 por volta das 17h45, dois dias antes da votação decisiva.
A dimensão do canal impressiona, mas seu funcionamento ajuda a explicar a relevância política. Janones oferecia tarefas específicas: produzir memes, recortar momentos de transmissões e distribuir conteúdos. Também estabelecia metas de crescimento e orientava os apoiadores sobre como atuar nas plataformas.
A leitura que emerge dessa estratégia é a de uma campanha que procurou transformar simpatia em participação. O eleitor recebia uma orientação concreta sobre como colaborar, com ações que podiam ser executadas pelo próprio telefone.
Uma audiência que ultrapassou um milhão de aparelhos
Na quinta-feira, 22, a transmissão de Lula com Janones chegou a um pico de 1.183.488 aparelhos conectados simultaneamente, segundo levantamento do Poder360. A contagem se refere a aparelhos, não necessariamente a pessoas diferentes.
A live reuniu artistas e comunicadores, entre eles Marieta Severo, Camila Pitanga, Leandra Leal, Jão, Nath Finanças e Serginho Groisman. A participação desses nomes ampliou as possibilidades de diálogo com públicos distintos. Lula fez um apelo especial aos idosos, enquanto Jão incentivou os jovens a comparecer às urnas.
A transmissão serviu, assim, para apresentar argumentos de campanha e convocar eleitores. A preocupação com a abstenção estava no centro da conversa.
A reação apareceu nos indicadores digitais





