A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (29), que encontrou petróleo pela terceira vez no poço Morpho, na costa do Amapá, uma região de águas ultraprofundas. De acordo com a empresa, o hidrocarboneto está a 2.886 metros da superfície do mar.
O poço, localizado no bloco FZA-M-59, já proporcionou outras duas descobertas de petróleo para a Petrobras, em agosto e no início deste mês, em meio a esforços para a exploração da Margem Equatorial.

"Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial. Esta é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados", disse a presidente da empresa, Magda Chambriard.

Após os resultados otimistas, a Petrobras realizará a operação de fechamento dos poços, denominada abandono. Em seguida, a sonda da empresa navegará para a costa do Rio Grande do Norte, onde fará perfurações na locação chamada Mãe de Ouro.
Em nota, a Petrobras informou que busca a "recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país".
No final de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) voltou a solicitar a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para atuar na região de Foz do Amazonas.
A ação apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) solicita a paralisação imediata das atividades de perfuração ou testes no bloco marítimo FZA-M-59. Entre os argumentos apresentados pelo MPF está um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda, em janeiro deste ano — o acidente rendeu uma multa de R$ 2,5 milhões à companhia.
Os procuradores também questionam a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).