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DIAGNÓSTICO

SUS identifica quase 10 mil testes positivos para HPV de alto risco; novo exame já chegou a 26 estados

Tecnologia molecular permite identificar infecções antes do surgimento de lesões e amplia as possibilidades de prevenção do câncer do colo do útero.

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 31 de outubro de 2026 às 08:36 • Salvador - BA
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Novo teste molecular para detecção do HPV de alto risco amplia as possibilidades de diagnóstico precoce e prevenção do câncer do colo do útero pelo SUS.
Novo teste molecular para detecção do HPV de alto risco amplia as possibilidades de diagnóstico precoce e prevenção do câncer do colo do útero pelo SUS. — Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / Hoje Bahia.

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco entre os exames moleculares processados em 2026. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e reforçam a importância da detecção precoce de infecções associadas ao câncer do colo do útero.

O novo exame, conhecido como DNA-HPV, já começou a ser utilizado em 26 unidades da Federação, incluindo a Bahia. A implantação ocorre gradualmente, de acordo com a organização dos serviços de saúde em cada município.

Segundo o ministério, foram coletadas aproximadamente 153 mil amostras desde o início da estratégia, considerando 2025 e 2026. Destas, 93 mil foram processadas em 2026.

O que muda com o novo exame?

O DNA-HPV identifica material genético de tipos do papilomavírus humano associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, incluindo os tipos 16 e 18.

A principal vantagem é detectar a infecção antes do aparecimento de alterações celulares que podem evoluir para lesões pré-cancerígenas.

Isso permite organizar o acompanhamento das pacientes e encaminhar aquelas que precisam de investigação complementar.

É importante esclarecer: um resultado positivo para HPV de alto risco não significa que a paciente esteja com câncer.

A infecção é relativamente comum e pode desaparecer espontaneamente. Entretanto, sua persistência, especialmente quando envolve determinados tipos do vírus, exige atenção médica.

Quem pode fazer o exame pelo SUS?

O rastreamento é direcionado, em regra, a mulheres e outras pessoas com colo do útero, entre 25 e 64 anos, que já iniciaram atividade sexual.

A coleta é realizada por profissionais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas no protocolo, também pode ocorrer por autocoleta orientada.

Quando o resultado do teste molecular é negativo, o intervalo recomendado para um novo rastreamento é geralmente de cinco anos, salvo situações que exijam acompanhamento diferenciado.

O exame Papanicolau continua disponível durante a transição para a nova tecnologia.

Como acessar em Salvador e na Bahia?

A orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Saúde da Família mais próxima e solicitar informações sobre o rastreamento do câncer do colo do útero.

Como a implantação ainda é gradual, a disponibilidade do teste molecular pode variar entre unidades.

O profissional de saúde poderá informar qual exame está disponível, avaliar a indicação e orientar os próximos passos.

Prevenção continua fundamental

A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias de prevenção e está disponível gratuitamente pelo SUS para os públicos contemplados pelo calendário do Ministério da Saúde.

O uso de preservativos também contribui para reduzir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis, embora não elimine completamente o risco de HPV.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos anuais de câncer do colo do útero no período de 2026 a 2028.

O câncer pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais, razão pela qual o rastreamento é fundamental.

Sangramentos fora do período menstrual, após relações sexuais ou após a menopausa, assim como corrimento persistente com alterações, merecem avaliação médica.

A ampliação do exame DNA-HPV representa um avanço na prevenção, mas o acesso à informação, à vacinação e ao acompanhamento continua indispensável para salvar vidas.

Fonte: Ministério da Saúde e Agência Brasil, outubro de 2026.

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