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COOPERAÇÃO

EUA abrem portas a Flávio Bolsonaro, e fontes apontam participação de Rubio na fuga

Governo americano anunciou vistos para o senador e sua família; relatos atribuem ao secretário de Estado atuação na operação, mas o planejamento conjunto ainda não está comprovado publicamente

João Branko | Redação HOJE BAHIA
Publicada em 28 de outubro de 2026 às 16:59 • Salvador - BA
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Governo americano anunciou vistos para o senador e sua família; relatos atribuem ao secretário de Estado atuação na operação, mas o planejamento conjunto ainda não está comprovado
Governo americano anunciou vistos para o senador e sua família; relatos atribuem ao secretário de Estado atuação na operação, mas o planejamento conjunto ainda não está comprovado — Flávio Bolsonaro e Marco Rubio em ilustração editorial sobre a saída do senador para os EUA. Fontes ouvidas pela Folha atribuem ao secretário de Estado participação na operação, ainda sem comprovação pública conclusiva. Imagem gerada por IA.

A saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, após determinação judicial que o impedia de deixar o país, ganhou uma dimensão internacional: o governo dos Estados Unidos anunciou que permitirá a entrada do senador e de sua família e emitirá vistos para eles. Paralelamente, fontes ouvidas pela imprensa atribuíram ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, participação ativa na operação para retirar o parlamentar do território brasileiro.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das duas filhas, depois de passar pela Argentina e pelo Equador. A viagem ocorreu após o descumprimento do prazo para entregar seus passaportes à Polícia Federal, no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

O que está confirmado sobre o apoio americano

Um alto funcionário do Departamento de Estado confirmou à CNN Brasil que o órgão emitirá vistos para Flávio e seus familiares e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos. O anúncio constitui uma manifestação concreta de apoio ao recebimento da família, mas não esclarece quem organizou ou financiou seu deslocamento.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o senador entrou nos EUA com uma autorização humanitária de permanência por um ano. O jornal informou ter consultado um documento da agência alfandegária americana com validade até outubro de 2027. Esse registro, conforme a publicação, não equivale ao visto anunciado pelo governo.

Fontes atribuem participação a Marco Rubio

A Folha também informou que um americano ligado ao governo Donald Trump e uma pessoa próxima de Flávio atribuíram a Rubio participação ativa na operação de saída do Brasil. Os relatos são de fontes reservadas e não vieram acompanhados de documentos públicos que detalhem decisões, contatos ou responsabilidades logísticas.

Outra manifestação partiu do empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado de Trump. Em publicações na rede social X, ele apontou Rubio como responsável pela articulação e chamou a iniciativa de “Operação Alba”, segundo a Agência Brasil. A declaração de Levy, entretanto, não constitui comprovação independente de uma operação governamental.

Versões sobre a chegada tiveram contradições

Na tarde de terça-feira (27), Levy já anunciava que Flávio estava nos Estados Unidos. A cronologia posteriormente divulgada, porém, situou a passagem da família pela fronteira argentina naquela noite e a chegada a Miami na manhã seguinte. A divergência recomenda cautela com as versões divulgadas inicialmente por apoiadores.

De acordo com informações da Direção Nacional de Migrações da Argentina reproduzidas pela Agência Brasil, a família cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves e embarcou em uma aeronave privada para Guayaquil, no Equador, antes de seguir aos EUA.

PF investiga saída e descumprimento judicial

Em nota reproduzida pelo SBT News, a Polícia Federal afirmou que não há registro oficial da saída de Flávio pelos postos brasileiros de controle migratório. A corporação investiga as circunstâncias do deslocamento e do descumprimento das ordens judiciais. Também esclareceu que o senador não é considerado foragido nem é alvo de mandado de prisão.

O conjunto das informações confirma o apoio americano à entrada da família e reúne relatos relevantes sobre uma possível articulação anterior. Ainda permanece sem comprovação pública, contudo, a extensão dessa participação: quem definiu a rota, contratou o transporte, custeou a viagem e manteve contatos com autoridades antes da saída do Brasil. As fontes consultadas não permitem afirmar como fato estabelecido que Washington tenha comandado toda a fuga.

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