"O MEI é o principal caminho para quem quer empreender no país. Recentemente, com o Prospera MEI, o teto de faturamento foi aumentado, e tantas outras medidas foram aprovadas. Ainda há desafios, como aumentar a inclusão digital, ter um crédito viável que não se submeta aos juros atuais do mercado e fazer com que esse acesso seja de forma assistida para que o crescimento seja planejado". Décio Lima, presidente do Sebrae

Destaques
A facilidade de gestão reflete-se de maneira ainda mais acentuada em recortes específicos do setor produtivo e em algumas regiões. Entre os segmentos de atividade, a Indústria se destaca na avaliação positiva do modelo: 42% dos entrevistados consideram “muito fácil” entender e cumprir as obrigações. 73% das micro e pequenas indústrias afirmam que não foram afetadas, nos últimos 12 meses, em suas atividades, em razão da burocracia.
Entre as regiões brasileiras, os melhores resultados estão no Sudeste e Sul, onde 50% e 49% dos entrevistados, respectivamente, consideram fácil ou muito fácil lidar com as responsabilidades burocráticas dos negócios.
Pontos de aperfeiçoamento
Embora o panorama geral seja positivo, o levantamento do Sebrae e FGV buscou mapear os gargalos residuais relatados pelos 32% dos MEI que ainda enfrentam algum tipo de sobressalto. Para esse público, o principal desafio apontado é o pagamento do DAS e obrigações tributárias correlatas (29%), seguido pela utilização dos sistemas digitais do governo (18%), pelo entendimento das regras do programa (16%) e pela emissão de notas fiscais (16%).
No recorte regional e setorial, o Comércio (35%) e a Região Nordeste (37%) apresentaram margens ligeiramente mais elevadas de atenção quanto a esses pontos de melhoria, sem, contudo, alterar a tendência nacional de desburocratização.





