A manhã deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, começou com transtornos para usuários do transporte público de Salvador. Moradores de diferentes regiões da capital baiana relataram demora na passagem dos ônibus, pontos lotados e dificuldades para chegar aos locais de votação, justamente em um dia no qual a oferta gratuita de transporte deve facilitar o exercício do direito ao voto.
Segundo informações divulgadas pela Rádio Metropole, passageiros de bairros como Itapuã, Estela, Mares, Cabula, Liberdade, Arenoso, Cajazeiras, São Marcos e Santa Cruz, além da Avenida Carlos Gomes, denunciaram problemas na circulação dos coletivos.
A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) confirmou uma interrupção na saída de ônibus da garagem G5, localizada no Caminho de Areia, relacionada a um episódio envolvendo a colocação de adesivos em veículos. A pasta informou que houve diálogo com representantes sindicais para liberar os coletivos e normalizar o atendimento à população.
Retenção de ônibus e conflito envolvendo adesivos
O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, afirmou à Rádio Metropole que a retenção de ônibus poderia estar relacionada a uma ação de representantes sindicais envolvendo adesivos associados a um candidato.
Segundo o secretário, ele conversou com representantes da categoria e determinou que nenhum coletivo permanecesse retido em razão da ocorrência.
Em nota divulgada à imprensa, a Semob reconheceu a interrupção pontual na garagem G5 e informou que a operação estava sendo gradualmente normalizada após negociações.
Entretanto, ainda não foram esclarecidos pontos fundamentais, como a quantidade de veículos retidos, o período exato da interrupção, quem colocou os adesivos e quais linhas foram diretamente afetadas.
Também não há confirmação de que a ocorrência tenha sido uma ação deliberada para dificultar a participação de eleitores. A definição de responsabilidades depende de apuração específica.
Prefeitura havia prometido 100% da frota
Os transtornos contrastam com o planejamento anunciado pela Prefeitura de Salvador para o segundo turno.
A administração municipal havia informado que o sistema de transporte coletivo circularia com 100% da frota normalmente utilizada nos dias úteis, sem a redução habitual aplicada aos domingos.
A medida deveria assegurar maior disponibilidade de veículos e facilitar o deslocamento da população aos locais de votação.
Apesar da previsão, passageiros relataram esperas prolongadas e ônibus superlotados durante a manhã.
A Semob informou que suas equipes e o Centro de Controle Operacional acompanham a circulação e que podem ser adotadas medidas de reforço do atendimento.
Até a conclusão desta apuração, não havia sido divulgado um balanço consolidado que permitisse confirmar se a quantidade de veículos efetivamente em circulação correspondia à frota prometida.
O transporte gratuito é um direito garantido pela Justiça Eleitoral
A gratuidade do transporte público durante as eleições não depende apenas de decisão das prefeituras.





